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Como as memórias se tornam permanentes

fonte da imagem: reporternet.jor.br
 
Fernando Reinach - O Estado de S.Paulo
 
Pense no que está estocado em sua memória: a face de sua mãe, um trecho de música, seu RG, um cheiro. Apesar de a memória ser um dos constituintes principais de nossa identidade, sabemos muito pouco sobre como ela funciona. Os mecanismos usados pelo cérebro para armazenar, organizar e relembrar todas essas informações são um mistério. Mas, aos poucos, esse segredo está sendo desvendado por neurocientistas. Agora foi descoberto um hormônio envolvido no armazenamento das informações no cérebro.
Há muitos anos foi descoberto que o processo de formação das memórias ocorre em pelo menos duas etapas. Primeiro se formam as memórias de curto prazo (um número de telefone que alguém nos informa). Essa memória fica em nosso cérebro, disponível para uso, por uns poucos minutos, antes de ser totalmente perdida. Mas ela pode se transformar em uma memória de longo prazo e permanecer inalterada por décadas.
Acredita-se que a memória inicial é estocada na forma de circuitos formados transitoriamente em um grupo de neurônios (as células do nosso cérebro), presentes no hipotálamo (uma região do cérebro). Esse circuito é rapidamente desativado, a não ser que seja transformado em memória de longo prazo. Essa transformação é ainda pouco conhecida, mas se acredita que ela envolva modificações físicas nos neurônios do hipotálamo. Sabemos, por exemplo, que essa transformação não ocorre se a síntese de proteínas for inibida.
Esse processo, chamado de consolidação, pode levar dias. Agora foi descoberto que um hormônio, chamado de IGF-2 (insulin-like growth fator 2), é necessário para que essa consolidação ocorra.
Os experimentos foram feitos em ratos. Quando colocados em uma gaiola contendo uma caixa escura, os animais preferem ficar na penumbra, dentro da caixa. Os cientistas colocam uma placa elétrica no piso da caixa escura. Quando o rato tenta entrar, leva um choque na pata.
Após diversas tentativas e choques, o rato aprende que é melhor ficar no claro e não levar choque. Nesse momento, os cientistas podem desligar a placa elétrica. O rato memorizou que pode ser penoso tentar entrar na caixa escura e fica no claro, mas o desejo de ficar no escuro continua.
Enquanto durar a memória do choque, ele não tenta voltar para o escurinho. Quando a memória do choque se perde, ele volta a entrar na caixa. Com o experimento, é possível estudar a formação e o tempo de manutenção dessa memória muito simples. O treino inicial leva um dia e o medo de entrar no escuro surge e cresce rapidamente ao longo das primeiras 24 horas (é formada a memória de curto prazo).
A partir desse momento, o rato tenta entrar no escuro poucas vezes e, ao longo das próximas duas semanas, a retenção desta memória aumenta lentamente (o rato tenta entrar na caixa cada vez menos vezes até deixar de entrar), é o chamado período de consolidação da memória. Se desligarmos a placa elétrica nas primeiras 24 horas, não se forma a memória de longo prazo e rapidamente o rato volta a entrar na caixa. Se a placa ficar ligada até o final do período de consolidação, a memória pode durar muitas semanas ou até meses (é a memória de longo prazo).
A primeira descoberta foi que a concentração do hormônio IGF-2 no hipotálamo aumenta bruscamente no primeiro dia e diminui logo em seguida, antes de se iniciar o período de consolidação. Isso levou os pesquisadores a se perguntar se esse pico de hormônio não seria necessário para a consolidação da memória.
Para testar essa hipótese, eles aumentaram artificialmente a quantidade de hormônio, injetando doses de diretamente no hipotálamo dos animais e observaram o que acontecia durante o período de consolidação. Nos ratos injetados, a consolidação da memória era mais forte e ocorria mais rapidamente (os ratos que receberam hormônio tentavam entrar na gaiola menos vezes e deixavam de entrar antes).
Para confirmar o resultado, os cientistas injetaram no mesmo lugar uma pequena molécula que impede a síntese do IGF-2 no hipotálamo. Nesse caso, os ratos injetados não apresentavam o pico de IGF-2 e, apesar de formarem a memória de curto prazo, esta não se consolidava (os ratos injetados continuavam a tentar entrar frequentemente na caixa escura e continuavam a levar choques).
Finalmente, para confirmar que esse fenômeno não era causado por um efeito generalizado do hormônio, ele foi injetado em outras regiões do cérebro. Nesses experimentos, o IGF-2 não provoca a melhora na consolidação da memória. Uma série de outros experimentos confirmaram que esse hormônio desencadeia diversas alterações nas células relacionadas à consolidação da memória.
Esses resultados indicam que o IGF-2 é, provavelmente, uma das moléculas importantes no desencadeamento do processo de formação da memória de longo prazo. A descoberta do mecanismo talvez permita a criação de drogas que facilitem a formação de memórias de longo prazo e que talvez possam ser usadas no tratamento de diversas doenças que afetam a formação de memórias. Por enquanto, os resultados não têm aplicação prática, pois não foram repetidos em humanos e o efeito do hormônio só é obtido quando injetado diretamente no hipotálamo.
 
fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110224/not_imp683785,0.php

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