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Um ano depois do "flash crash", volume de negócios cai nas bolsas dos EUA


Tom Lauricella
The Wall Street Journal
Quando o mercado acionário americano entrou em queda livre em 6 de maio do ano passado, o maior medo era que as negociações tinham sido dominadas por computadores de alta velocidade que tinham saído de controle.
Um ano depois do "flash crash", em que a Média Industrial Dow Jones caiu 600 pontos em menos de dez minutos, as bolsas se tornaram um lugar muito mais tranquilo.
As estratégias de negociação em alta frequência com computadores, que foram apontadas por alguns como principais culpadas pelo colapso, diminuíram as operações. Também pularam fora muitos investidores de longo prazo, para quem o trauma daquela tarde foi a gota d'água depois de uma década de turbulência na bolsa. Na ausência deles, desmoronaram o giro e a volatilidade das bolsas, o que é ainda outro impedimento aos operadores de alta frequência.
As estratégias de alta frequência "têm menos [liquidez] com a qual trabalhar, então não participam, diminuindo o giro", diz Will Mechem, sócio executivo da trading de alta frequência Pan Alpha Trading. "Aparentemente é um círculo vicioso."
Nos primeiros quatro meses do ano, o volume médio de negócios da Bolsa de Nova York e da Nasdaq caiu 15% frente ao de 2010, para uma média de 6,3 bilhões de ações que trocam de mãos por dia. O volume tem diminuído no decorrer deste ano, com uma média de 5,8 bilhões de ações em abril, o mês menos movimentado desde maio de 2008.
"As consequências da falta de demanda fundamental são bem reais", disse Jose Marques, diretor mundial de operações eletrônicas com ações do Deutsche Bank AG.
O volume vinha subindo gradualmente durante a maior parte da década passada, aumentando ainda mais durante a crise financeira. Ele dobrou entre 2006 e março de 2009, quando uma média de 9 bilhões de ações foram negociadas todos os dias.
Um motivo importante para o declínio do giro tem sido o discreto fim da enorme volatilidade nas ações que imperou de 2008 até o primeiro semestre de 2010. Isso foi refletido no forte declínio do índice de volatilidade da Bolsa de Opções de Chicago, também chamado de VIX, que no mês passado atingiu o menor nível desde julho de 2007.
O declínio na volatilidade foi uma notícia especialmente ruim para os operadores de alta frequência, cujas estratégias geralmente dependem de lucrar com as minúsculas diferenças no preço de compra e venda em frações de segundo. Os operadores de alta frequência também atuam como propiciadores de liquidez no mercado, muitas vezes fazendo a contraparte de investidores de longo prazo numa transação.
A Rosenblatt Securities Inc. calcula que os operadores de alta frequência faturaram em média entre US$ 0,05 e US$ 0,075 por 100 ações negociadas nas bolsas americanas em 2010. Em 2008 eles conseguiram entre US$ 0,10 e US$ 0,15 por 100 ações.
"As vacas estão magras", disse Manoj Narang, director-presidente da corretora de alta frequência Tradeworx.
Também contribuem para o menor volume, dizem os operadores, os vários fundos de hedge que usam estratégias de computador conhecidas como arbitragem estatística, que reduziram a negociação ou a interromperam totalmente, porque os baixos retornos dos últimos anos afugentaram os investidores.
Até um determinado ponto, dizem os traders, os volumes recentes de atividade são simplesmente níveis mais naturais que os de durante a crise financeira e o período logo depois. Os níveis gigantescos de operações de 2008 ao início de 2010 "na verdade foram volumes típicos de momentos catastróficos" para os mercados financeiros à medida que os investidores reagiam à crise, diz Oliver Sung, diretor de consultoria de execução do Bank of America Merrill Lynch.
Há quem argumente que esses níveis elevados de operações nunca chegaram a representa um retrato realista da demanda dos investidores para comprar e vender ações.
Em vez disso, é um reflexo dos traders computadorizados comprando e vendendo ações para fundos de hedge que fazem day trade, ou compras e vendas em questão de horas.
Esse "fantasma de liquidez", dizem, foi desmascarado durante o flash crash.
"Onde foi parar aquele giro todo? Acho que nem existia", diz Joe Saluzzi, vice-diretor de trading da corretora Themis Trading.
Desde o crash as autoridades americanas têm tentando restaurar a confiança dos investidores na bolsa. Entre as mudanças já anunciadas, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, a SEC, planeja introduzir as suspensões dos negócios com ações que oscilam desmedidamente. A proposta impediria as transações fora de limites de cotação específicos e interromperia as operações quando as ações tiverem grandes oscilações súbitas.
"Posso garantir que nunca ocorrerá outro flash crash? Não", disse ontem a jornalistas a presidente da SEC, Mary Schapiro. "Mas acho que esses passos são realmente importantes e ajudam muito a fortalecer nossa estrutura de mercado."
Os operadores acham que, depois do declínio recente no giro, a atividade pode voltar a crescer, mas a um ritmo mais lento que no passado.
"Ajudaria se os pequenos investidores voltassem ao mercado", diz Mechem, da Pan Alpha. "Outra coisa: houve uma alta recentemente no volume de recursos que entram em fundos de hedge, então esperamos que isso vá impulsionar o giro quando esse capital for aplicado."
No meio tempo, as firmas de alta frequência estão se tornando mais atuantes nos mercados em que a volatilidade continua alta.
A firma de Mechem está criando estratégias para futuros de ações e câmbio. "O direcionamento realmente é para se concentrar mais em classes de ativos que em ações", diz ele.

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