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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cúpula Mundial debatará soluções ambientais em SP

A cúpula debatera entre outros pontos,os gases que causam efeito estufa, que segundo a ONU, estão concentradas em 80% das metrópolis.


A experiência paulistana de transformar lixo em energia, o sistema que usa as águas geladas dos Grandes Lagos para reduzir o consumo de energia com ar-condicionado em Toronto e a expressiva marca alcançada por Tóquio que só perde 3,5% da água tratada em vazamentos na rede – em Londres esse índice é de 25% e nas cidades brasileiras chega a 39%. Essas e outras soluções encontradas por grandes metrópoles estarão em debate durante a cúpula do C-40 o grupo das metrópolis mundiais dedicado ao estudo das soluções para as mudanças climáticas, que será realizada de 31 de maio a 3 de junho, em São Paulo. 

 O C-40 foi criado em Londres, em 2005, pelo então prefeito da capital inglesa, Ken Livingstone com o objetivo de reunir lideranças das maiores cidades do mundo para a troca de experiências positivas em diversas áreas da sustentabilidade ambiental. Logo em seus primeiros encontros, os membros do C40 definiram que a principal missão do grupo era se colocar “na vanguarda” na luta contra o que se convencionou classificar como “aquecimento global” e mais tarde como “mudanças climáticas”. 

A primeira reunião efetiva do C-40 foi realizada em outubro de 2005, na capital britânica, com a presença de representantes de Estocolmo, Johanesburgo, Nova York, Paris, Pequim, São Paulo e Seattle. Em 2007 e 2009, as sedes dos encontros foram, respectivamente, Nova York e Seul, na Coreia do Sul. Nos encontros são apresentados projetos em andamento, programas que necessitam de investimentos, inovações tecnológicas e resultados de iniciativas bem-sucedidas. Entre essas iniciativas destacadas em um dos primeiros encontros, o então prefeito de Toronto, David Miller, chamou a atenção para a liderança da capital paulista no processo de geração de eletricidade a partir do gás metano tirado do lixo orgânico. 

Os líderes lembraram nesses encontros que as cidades geram hoje três quartos de toda a emissão de gás carbônico do mundo. Eles enfatizaram que a meta é “obter massa crítica para evitar que a situação mundial torne-se catastrófica”. Como disse em uma das reuniões Daniel Doctorof, vice-prefeito de Nova York, “o tempo do debate acabou, agora é hora de agir”. E o grupo tem agido. Durante os encontros, várias cidades anunciarão planos para reduzir suas emissões de gases estufa, informaram os organizadores, que também prometeram o anúncio de "importantes iniciativas globais".

Diversas empresas participam ou estão representadas nos eventos, entre elas GE, JP Morgan Chase, Deustsche Bank, Shell, Siemens, Time Warner e Swiss Re, para discutir soluções tecnológicas e financeiras. Nas reuniões também são apresentados dados que sustentam a tomada de decisões. Um deles é o de que, segundo a ONU, cerca de 80% dos gases causadores do conhecido efeito estufa que gera o aquecimento global provêm das cidades (a metade, de combustíveis fósseis utilizados no transporte e a outra metade, da energia usada por edifícios e aparelhos domésticos). 

E a situação tende a se manter nesse mesmo nível, uma vez que hoje, 50% da humanidade vive em centros urbanos, um percentual que, segundo estimativas, será de 75% até 2030, devido à urbanização galopante dos países em desenvolvimento.

SP e suas alternativas - Entre as soluções e avanços que a cidade de São Paulo deve apresentar na cúpula do C-40 está o esforço para redução nas emissões de CO2. Nesse sentido, o projeto mais ambicioso é a meta de usar cada vez mais fontes alternativas ao diesel na movimentação dos 15.000 ônibus que circulam pela cidade. 

Uma das alternativas deverá estar rodando pelas ruas e avenidas paulistanas um pouco antes da reunião da C-40. Trata-se do Hibribus, um ônibus híbrido, que possui dois motores: um impulsionado a diesel e outro a eletricidade. Cinco modelos desse veículo circularam em novembro do ano passado, durante 15 dias, na linha Cidade Universitária-Aclimação fazendo testes comparativos com os outros quatro veículos da mesma linha que utilizam diesel convencional.

Desenvolvido pela Volvo, o veículo demonstra ser uma das soluções mais avançadas já testadas no mundo, segundo o fabricante. “O veículo híbrido veio para ficar e se soma às outras ações implantadas na cidade para combater a poluição do ar. Ele vai nos permitir, em primeiro lugar, reduzir a emissão de poluentes. Além disso, em segundo lugar, economizar combustível não renovável”, afirmou o prefeito Gilberto Kassab durante o anúncio dos testes realizados em novembro do ano passado.
O ônibus íbrido que esta em teste em São Paulo, permite economia de 35% no consumo e redução em até 80% as emissões 

E a intenção da Prefeitura é apresentar essa iniciativa como uma das plataformas paulistanas durante o C-40. O presidente da Volvo Bus Latin America, Luis Carlos Pimenta, disse por ocasião do anúncio da parceria com a Prefeitura que os veículos estão passando por um processo de adaptação à realidade climática brasileira. "Esse ônibus ainda está sendo produzido na Suécia (sede mundial da marca). Ele já foi vendido para algumas das grandes cidades do mundo, como Londres (Inglaterra) e Vancouver (Canadá). A partir disso, nós decidimos trazer algumas unidades para a América Latina e para o Brasil por meio da Fundação Clinton para fazer testes de adaptação a essa região do planeta. Uma coisa é a necessidade européia, outra é a brasileira", explicou o executivo da Volvo.

80% menos emissões – O motor elétrico do ônibus híbrido é utilizado para dar partida no veículo e acelerá-lo até uma velocidade de aproximadamente 20 km/hora. Ele também gera energia durante as frenagens. Já o motor a diesel entra em funcionamento em velocidades mais altas.

Quando o veículo está parado, seja no trânsito, em pontos de ônibus ou em semáforos, o motor a diesel fica desligado. Estudos da Volvo demonstram que o tempo que o veículo fica parado pode representar até 50% do período total de operação de um ônibus. Durante todo esse tempo, não há emissões de poluentes, pois o motor movido a diesel se apaga completamente. O sistema híbrido proporciona uma redução no consumo de combustível de até 35%. Já a diminuição das emissões de poluentes que saem do escape pode variar de 80% a 90%, na comparação com motores a diesel convencionais. 

O programa de testes com ônibus híbrido é coordenado pela Fundação Clinton e possibilita o desenvolvimento da tecnologia híbrida dentro da América Latina, a fim de que as cidades possam acelerar sua habilidade de incorporarem tecnologias mais eficientes de combustíveis na frota de ônibus municipal e, com isso, produzir grande impacto na redução de emissão de gases do efeito estufa e de poluentes locais.

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