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“Tive a sensação de que não deveria ter saído de casa”, diz estudante brasileiro que vive em Londres

Estudante relata os problemas que enfrentou devido ao caos na cidade

Mateus Oliveira: “Enquanto escrevi esse relato, ouvi mais de seis vezes a sirene da polícia passando por aqui”

Mateus Oliveira é um estudante de 22 anos que mora na zona noroeste de Londres, em um bairro próximo a Tottenham, um dos principais focos da onda de vandalismo que atinge a capital britânica. Confira o relato de Oliveira, escrito a pedido do site de VEJA, sobre como os tumultos afetaram a sua vida.


Na quinta feira, data da morte do civil, saí do metrô e decidi pegar um ônibus até minha casa. Geralmente caminho, mas, como estava chovendo, esperei no ponto. Depois de alguns minutos, alguém me alertou de que não haveria ônibus, já que a rua estava interditada – havia cones e eu não havia percebido. Perguntei a um policial que estava na esquina sobre o ocorrido e ele respondeu que um homem havia sido baleado no sentido centro daquela avenida. Até aí, não sabia o que estava por vir.

Na madrugada de sábado, fui à balada. No caminho de volta (às três horas da manhã), no ônibus, o motorista informou que a rota seria alterada; disse para descer em Seven Sister quem quisesse, pois a próxima parada só seria em Walthamstow – o ultimo ponto da linha. E acrescentou que a polícia havia interditad a região de Tottenham, pois houve tumultos lá. Nesse momento, pessoas no ônibus (alguns bêbados) se revoltaram, gritaram e até bateram no vidro que protege o motorista.

No outro dia de manhã (domingo), vejo na capa do jornal que havia ocorrido um atentado em Tottenham, como resposta à morte que ocorreu na quinta – e nesse momento relacionei isso com os problemas que tive com ônibus naquela semana. Até então, estava tranquila a cidade, as pessoas só comentavam. À noite (ainda no domingo), estava em Leicester Square, no centro, e vi dez viaturas da polícia passando, todos na rua estavam chocados. Em casa, vi que houve mais um ataque, em Oxford Circus.

No dia seguinte (segunda), quando todos viram que os ataques estavam tomando maiores dimensões, chegando até em Brixton, no sul, a cidade mudou: dezenas de policiais por todo o lado e as pessoas mais tensas. Nesse dia, no metrô, percebi como o nível de tensão foi aumentando à medida que as coisas foram se agravando. Estava dentro do metrô e, de repente, começam comunicados de que aquele trem não iria parar em Brixton, último ponto da linha Victoria, e onde estava ocorrendo ataques. Tive a sensação de que talvez não deveria ter saído de casa, já que a situação estava se agravando.

Nesta terça, a cidade estava tomada por policiais, seja dentro de metrô, de ônibus ou mesmo na rua. Peguei ônibus para ir ao supermercado próximo de casa, havia seis policiais dentro. Quando saí do ônibus, o supermercado estava fechado, assim como todo o shopping por ali em Walthamstow, onde também houve tumulto. Eles estavam com medo de um novo ataque. Fui a outro supermercado, mas a polícia havia acabado de fechar, só estavam saindo os últimos consumidores. No mercado de rua que tem por ali, os ambulantes juntavam suas coisas rapidamente e saíam. A impressão é que haveria um ataque em pouco tempo.

E a tensão continua, agora, enquanto escrevia meu depoimento, ouvi mais de seis vezes a

sirene da polícia na rua.

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