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Rio de Janeiro - Realengo ( PM ganha gritos de herói em missa)

Sargento Alves ganha gritos de "herói" em
missa de 7º dia para vítimas de ataque
Cerimônia reúne pais de crianças que também foram alvos de violência
André Muzell / R7

A missa de 7º dia em homenagem às vítimas do ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, reuniu pais, alunos e amigos das 12 crianças mortas no massacre. O sargento da PM Márcio Alves, que baleou o atirador e impediu a morte de mais estudantes, foi recebido com aplausos e gritos de “herói”. Alves pediu para que os alunos não abandonem a escola.

- Peço a todos que não abandonem a escola. Aqui vocês vão encontrar todo apoio. Eu espero que os pais e alunos continuem nesta escola, pois é aqui que eles vão encontrar forças para superar a dificuldade que passamos.

A dona de casa Sônia Moreira Torres, 53 anos, é avó da menina Larissa dos Santos Atanásio, 14 anos, morta no ataque. Bastante emocionada, ela lembrou que a neta sonhava em ser modelo e gostava de cantar e dançar. Sônia não concorda com o retorno dos alunos para a escola.

- Se tivesse filhos que estudassem nesta escola, eles não voltariam mais. Para mim, a escola deveria se transformar em alguma unidade de saúde para salvar vidas.

Sobrevivente do massacre, a estudante Jade Ramos, de 12 anos, quer voltar a estudar na próxima semana.

- Eu estou preparada para voltar para escola, pois acredito que o aconteceu não acontecerá mais.

Valdir dos Santos Nascimento, 44 anos, pai da menina Milena dos Santos Nascimento, procura forças para superar a morte da filha de 14 anos.

- Temos que procurar cicatrizar a ferida que se abriu em nossos corações. Estou tentando respirar fundo e colocar na minha cabeça que preciso continuar na batalha, pois ainda tenho duas filhas que sobreviveram ao ataque estudam na mesma escola.
Outras vítimas de violência participam da missa
Ana Carolina Oliveira, 27 anos, mãe da menina Isabela Nardoni, participou da missa em homenagem às vítimas do ataque. Ela disse que precisava prestar aos familiares das crianças mortas a mesma solidariedade que recebeu quando perdeu sua filha de cinco anos em 2008.

- Eu vim até o Rio para dar o meu apoio, pois eu recebi muita solidariedade dessas mães quando minha filha morreu, e agora faço minha parte como mãe e cidadã.

O juiz trabalhista Marcelo Alexandrino da Costa Santos, 30 anos, baleado em outubro de 2010 na estrada Grajaú-Jacarepaguá, também marcou presença na cerimônia. No atentado, o filho dele, de 11 anos, e a enteada, de 8, também foram atingidos pelos disparos. Ele disse que a recuperação desse tipo de tragédia não é rápida.

- Vim marcar presença e tentar passar um pouco da minha experiência para esses pais, pois ainda sofremos muitas sequelas. A recuperação não é rápida. Meu filho e minha enteada não dormem nem saem de casa sozinhos até hoje. O rendimento escolar também caiu.
De acordo com a Polícia Militar, pelo menos 2.500 pessoas foram à rua General Bernardino de Matos, próxima à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, às 9h desta quarta-feira (13), para acompanhar a missa de 7º dia para as vítimas do massacre na escola, onde 12 crianças morreram.
A chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, compareceram à cerimônia, que também contou com a presença de Cristiane Marcenal, mãe da menina Joanna Marins.
Representantes de várias religiões e membros da comissão de Combate à Intolerância Religiosa também participaram da missa de 7º dia.
Um helicóptero da Polícia Militar e outro do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) jogaram pétalas de rosas sobre as pessoas que acompanharam a missa.
Entenda o caso
Por volta das 8h de quinta-feira (7), Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, entrou no colégio após ser reconhecido por uma professora e dizer que faria uma palestra (a escola completava 40 anos e realizava uma série de eventos comemorativos).
Armado com dois revólveres de calibres 32 e 38, ele invadiu duas salas e fez vários disparos contra estudantes que assistiam às aulas. Ao menos 12 morreram e outros 12 ficaram feridos, de acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Saúde.
Duas adolescentes, uma delas ferida, conseguiram fugir e correram em busca de socorro. Na rua Piraquara, a 160 m da escola, elas foram amparadas por um bombeiro. O sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, lotado no BPRv (Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário), seguiu rapidamente para a escola e atirou contra a barriga do criminoso, após ter a arma apontada para si. Ao cair na escada, o jovem se matou atirando contra a própria cabeça.
Com ele, havia uma carta em que anunciava que cometeria o suicídio. O ex-aluno fazia referência a questões de natureza religiosa, pedia para ser colocado em um lençol branco na hora do sepultamento, queria ser enterrado ao lado da sepultura da mãe e ainda pedia perdão a Deus.
Os corpos dos estudantes e do atirador foram levados para o IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio de Janeiro, para serem reconhecidos pelas famílias. Onze estudantes foram enterrados na sexta-feira (8) e uma foi cremada na manhã de sábado (9).
O corpo do atirador permanece no IML. Ele ficará no local por até 15 dias aguardando reconhecimento por parte de um familiar e liberação para enterro. Caso isso não ocorra, o homem pode ser enterrado como indigente a partir do dia 23 de abril.

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/sargento-alves-ganha-gritos-de-heroi-em-missa-de-7-dia-para-vitimas-de-ataque-20110413.html

Nota da Redação:
É lamentável ter-mos em nosso meio pessoas com tamanho desequilíbrio psicológico, e em pensar que eles andam livremente entre nós e podem ser ate nossos parentes ou amigos, vizinhos, isso nos causa muita preocupação, pois os desequilíbrios que ocorrem no cérebro, por não serem visíveis como uma perna machucada, um braço quebrado ou outras partes externas do corpo, além de por em risco a vida do proprio paciente coloca em risto as nossas vidas e de nossas famílias.
Onde é lugar seguro?
Com certeza, onde houver um Ser Humano, alí todos corremos riscos pois, o corpo humano é perfeito, tão perfeito que consegue camuflar suas proprias imperfeições.
Muitas vezes, quando descobrimos onde há o problema, já pode ter sido tarde demais.
Fica aqui nossa indignação e nossos sinseros sentimentos de tristeza à esses brasileirinhos que tiveram passagem tão curta nesta vida e condolências aos familiares, força e Paz.
A Redação

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